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Emissão de CO2 e propriedades do solo estimadas por meio de diferentes técnicas de interpolação.

Autor: Daniel De Bortoli Teixeira

Palavras-chave: respiração do solo;variabilidade espacial;krigagem ordinária;simulação sequencial gaussiana

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Resumo

As emissões de gases provenientes de atividades agrícolas não podem ser diferenciadas daquelas provenientes da queima de combustível fóssil, pois ambas são igualmente fontes de produção de gases do efeito estufa. Desta forma é preciso caracterizar os aspectos principais da emissão desse gás nos solos quantitativamente, levando-se em conta sua variabilidade espacial inclusive. Neste trabalho, determinou-se dentre os métodos de krigagem ordinária (KO) e simulação sequencial Gaussiana (SSG) qual conseguiu uma representação mais precisa das propriedades avaliadas em campo. A área experimental foi estabelecida em um Latossolo vermelho eutrófico textura argilosa, sem cobertura vegetal, localizado no município de Jaboticabal, SP, Campus da FCAV-UNESP (21º15’ Sul 48º18’ Oeste). Antecedendo o início da avaliação da emissão de CO2 do solo, a área foi gradeada objetivando a exposição da matéria orgânica, que se encontrava protegida no interior dos agregados, a decomposição (oxidação) realizada pelos microrganismos presentes no solo. No local de estudo, sobre o solo descoberto de vegetação, foram instalados 64 pontos, formando um gradeado regular com distância de separação entre pontos de 5 m (mínima) e de 10 m (máxima) cobrindo uma área total de 110 x 15 m. A emissão foi quantificada através da utilização de uma câmara de solo acoplada ao sistema portátil de análise de CO2 (modelo 8100) fabricada pela companhia LI-COR, Nebraska, EUA. Concomitantemente com a avaliação da emissão de CO2 foi avaliada a temperatura do solo, utilizando-se sensor acoplado ao sistema de análise de fotossíntese LI-8100 e a umidade (% volume) com TDR-Campbel®, ambas nas camadas de 0-0,20 m. Também foram retiradas amostras de solo (0-0,20 m) em cada ponto do gradeado para a determinação das propriedades físicas e químicas do solo. Nossos resultados indicam que o período da tarde apresenta uma emissão maior (4,54 μmol m-2s-1) que no período da manhã (6,24 μmol m-2s-1), porém ambos os períodos apresentaram variabilidades similares, com altos valores de CV. Para a avaliação do melhor método de interpolação para cada variável, foi utilizada a técnica de validação externa, onde os valores reais observados em 5 pontos do gradeado, foram comparados com o valor estimado nestes locais através do ajuste do semivariograma. Esta comparação foi realizada através da soma do quadrado dos resíduos (SQR), comparando os valores observados com os previstos. A SSG foi mais eficaz na estimativa de valores não amostrados para a emissão de CO2 do solo em ambos os períodos, apresentando maiores correlações entre os mapas da KO e SSG no período da tarde (R2=0,99). A temperatura e umidade do solo no período da manhã, areia, DMP, Ca e Mg foram estimadas com maior eficácia pela técnica da SSG. Em contrapartida a krigagem forneceu melhores resultados para temperatura e umidade do solo no período da tarde, Ds, DMG, SB, V%, MO, H+Al e CTC. Notou-se também que o período de avaliação da emissão de CO2 do solo não interfere nos dados obtidos, uma vez que a variabilidade nos diferentes períodos mostrou-se similar.