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Susceptibilidade magnética para a caracterização de áreas com diferentes potenciais de produção de cana-de-açúcar

Autor: Diego Silva Siqueira, José Marques Júnior, Daniel De Bortoli Teixeira, Sammy Sidney Rocha Matias, Livia Arantes Camargo, Gener Tadeu Pereira

Palavras-chave: mapeamento detalhado; geoestatística; quantificação indireta; pedometria; semivariograma escalonado; correlação espacial

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o uso da susceptibilidade magnética para caracterizar a variabilidade espacial dos atributos do solo e identificar áreas com diferentes potenciais de produção de cana-de-açúcar (Saccharum spp.). Foram coletadas amostras em 110 pontos (1 por cada 7 ha), nas camadas de 0,00-0,20 e 0,20-0,40 m, para determinação da suscetibilidade magnética e de atributos físicos e químicos do solo. O teor de fibra, a polarização da sacarose (POL) e a produtividade da cana-de-açúcar foram determinados em 33 pontos. O modelo de variabilidade espacial da susceptibilidade magnética foi 63 e 22% mais acurado em delimitar o potencial do solo para produção da cana-de-açúcar que os atributos físicos e químicos do solo, nas camadas de 0,00-0,20 e de 0,20-0,40 m de profundidade, respectivamente. O mapa da variabilidade espacial da susceptibilidade magnética apresentou forte correlação com o conteúdo de argila (0,83 e 0,89, respectivamente, para as camadas) e de areia (-0,84 e -0,88); moderada correlação com a matéria orgânica (-0,25 e -0,35), a soma de bases (-046 e 0,37), a capacidade de troca catiônica (0,22 e 0,47), o pH (-0,52 e 0,13) e a POL (0,43 e 0,53); e fraca correlação com a produtividade da cana-de-açúcar (0,26 e 0,23). A susceptibilidade magnética pode ser utilizada para caracterizar a variabilidade espacial dos atributos do solo e para identificar áreas com diferentes potenciais para produção de cana-de-açúcar.