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Relação solo-relevo e a variabilidade do índice tecnológico da fruta cítrica

Autor: Diego Silva Siqueira

Palavras-chave: Formas do relevo, zonas de manejo, variabilidade espacial e temporal.

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Resumo

O estudo das relações solo-relevo, envolvendo a caracterização da variabilidade espacial de atributos do solo e das plantas, tem tido grande repercussão no meio cientifico - acadêmico. Isso porque, estabelecidas às relações de causa e efeito dos padrões de distribuição espacial e temporal dos atributos do solo e de frutos, há uma melhor adequação das tomadas de decisão, podendo representar diminuição de custos e aumento na produção e qualidade. O objetivo deste trabalho é investigar a variabilidade espacial da condutividade hidráulica do solo saturado e da estabilidade do agregado associando-os com a variabilidade dos fatores de qualidade da fruta cítrica, por meio da relação solo-relevo e da geoestatística. A área de estudo localiza-se no município de Gavião Peixoto, SP, onde existe a ocorrência de Latossolo Vermelho distrófico. A malha de amostragem possui intervalos regulares de 50 m perfazendo um total de 312 pontos, em uma área de 93,6 hectares. A área foi mapeada com base nas formas do relevo e os pontos foram georreferenciados com equipamento de GPS. Os frutos foram coletados em três épocas diferentes (julho, agosto e setembro) para determinação do índice tecnológico. Tanto a amostragem do solo quanto a medição da condutividade hidráulica foram feitos sobre a copa das árvores georreferenciadas. A análise dos atributos do solo e da planta pela estatística descritiva (média, mediana, desvio padrão, coeficiente de variação, coeficiente de assimetria e coeficiente de curtose) e por técnicas geoestatísticas (ajuste de semivariogramas, interpolação por krigagem e “Jack Knifing”) mostrou que tanto os atributos físicos do solo como os atributos da qualidade da fruta cítrica dependem das formas do relevo, portanto o mapeamento das diferentes formas do relevo tornam-se uma ferramenta importante não só no planejamento e gerenciamento da colheita, mas na produção agrícola qualitativa e quantitativa como um todo.