Planejamento amostral

Fonte Lívia Camargo

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Mapas de prescrição são essenciais para a aplicação de fertilizantes com a tecnologia que chamamos de “TAXA VARIÁVEL” e a precisão destes mapas está estreitamente relacionada à maneira de como a amostragem de solo foi realizada.

O planejamento amostral é de extrema importância na captação da variabilidade espacial dos atributos do solo e das culturas, impactando diretamente nos custo de implantação do sistema de Agricultura de Precisão. A escolha correta da densidade e do esquema amostral é fundamental para o sucesso da gestão do MANEJO LOCALIZADO das práticas agrícolas.

Um bom planejamento amostral deve levar em consideração não somente o número de amostras a serem coletadas, mas também os fatores intrínsecos do solo e da paisagem que influenciam a variabilidade dos atributos agrícolas.

A densidade amostral (número de amostras a serem coletadas por hectare) pode ser maior em áreas onde a variabilidade espacial é mais complexa, ou seja, onde há maior variabilidade espacial dos atributos do solo será necessário coletar mais amostras para o entendimento da mesma.

O conhecimento das relações solo-paisagem pode orientar o entendimento da variabilidade espacial dos atributos agrícolas e consequentemente o planejamento amostral. Sabe-se que a variabilidade espacial dos atributos do solo é relacionada com a paisagem. Áreas consideradas mais planas possuem a tendência de serem mais homogêneas (quanto aos atributos do solo) em relação às áreas mais inclinadas. Áreas em superfícies côncavas são mais heterogêneas que as localizadas em superfícies convexas. Superfícies geomórficas mais novas possuem solos com maior variação dos atributos físicos, químicos, mineralógicos e biológicos devido à instabilidade dos processos que ainda atuam nestas áreas e o contrário ocorre em solos localizados em superfícies mais antigas, mais estabilizadas. Vale lembrar que, fatores como microclima e exposição solar também variam na paisagem.

Essas informações são relevantes na hora do planejamento das famosas “Grades” ou “Grids” de amostragem. Em um primeiro momento a coleta de amostras em grids regulares adensados é interessante para o entendimento do padrão da variabilidade espacial. Porém, o custo das análises de solo e planta em um grande número de amostras todos os anos pode inviabilizar a prática da amostragem e análises. Neste caso, o uso de ferramentas que utilizam técnicas espectroscópicas e magnéticas bem como o uso de sensores e mapas de produtividade de anos anteriores pode diminuir o custo desta avaliação preliminar e da delimitação de áreas homogêneas.

Assim, após e entendimento do padrão espacial dos atributos do solo e delimitação de áreas homogêneas pode ser definido onde coletar mais ou menos amostras (em anos subsequentes) com a certeza de uma boa representatividade e precisão dos mapas gerados.

 

Fonte : Lívia Camargo